Uma iniciativa contra o lixo marinho: Seabin Project

Os impactos dos seres humanos sobre o meio ambiente são inúmeros, e este blog desde o início tem deixado isso bem claro. O conhecimento compartilhado por pessoas comuns acerca dos problemas ambientais geralmente se restringe às circunstâncias imediatamente próximas à sua realidade, a qual contém, majoritariamente, um modo de viver urbano, em que as principais preocupações a respeito de sustentabilidade incluem demandas próprias dessa condição. Com isso, um cidadão comum, mesmo aquele não muito engajado nesses assuntos, sabe que o excesso de carros provoca não apenas o estresse pós-trabalho cotidiano em horários de pico, mas também prejudica a qualidade do ar em sua cidade. Porém, quando se trata de um problema mais abrangente em que não somos afetados diretamente, temos a tendência de não dar o devido valor às questões ambientais, pois acreditamos ter influência desprezível sobre elas e, portanto, julgamos não precisar dedicar nossa atenção a esses grandes impasses.



Este é, infelizmente, o caso da poluição de nossos oceanos. Eles, tão vastos em amplidão, tão profundos em espaço e mistério, que pensamos serem o depósito ideal para nossos volumosos lixos e resíduos. Todavia, como vimos até aqui, essas tentativas persistentes de gerar produtividade em detrimento do meio ambiente só funciona a curto prazo, e a resposta da natureza costuma não apenas nos ensinar o equívoco de nossas escolhas, mas, nesse caso, jogar-nos literalmente um banho de água fria. A imagem a seguir apresenta as “pequenas” degeneradas peripécias de nossa íntima relação com os oceanos:


Fonte: Worldatlas


Apesar de todos esses recursos verbais e não-verbais identificarem uma realidade catastrófica, ainda há solução. Ao contrário do imaginário coletivo apresentado no primeiro parágrafo, nós temos, sim, algum controle da situação. Na verdade, cada pessoa individualmente tem o poder de elaborar todas possíveis diferentes formas de lidar com esse problema, e não precisamos depender exclusivamente de grandes instituições para fazer nossa parte. O exemplo ideal sobre semelhante iniciativa é o Seabin Project. Tudo começou com dois surfistas australianos que, objetivando reduzir a quantidade de lixo no mar local, desenvolveram uma lixeira flutuante, capaz de coletar vinte quilos de resíduos marinhos, entre eles plásticos, óleos, detergentes e combustíveis. Sendo capaz de armazenar cerca de duas toneladas todos os dias, a lixeira é um grande triunfo para a limpeza dos oceanos e para a reciclagem de materiais, além de fomentar novos empregos nesse setor.


Para saber mais: https://seabinproject.com/

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