Os efeitos da Covid-19 sobre a educação brasileira

Passado quase um ano desde a implementação da quarentena, para muitos estados brasileiros, muitos jovens hoje enfrentam dificuldades com o aprendizado e as consequências de praticamente um ano inteiro longe das escolas.

Sabemos que a educação pública brasileira não é uma das melhores devido a diversas causas, tais como a falta de um investimento consistente nas escolas (infraestrutura, compra de livros e materiais,...) e ao baixo salário recebido pelos professores.

Porém, para muitos estudantes de baixa renda, o que já não era bom ficou ainda pior. A pandemia forçou o fechamento das escolas e, assim, o ensino passou a ser remoto. Contudo, o maior problema aqui é a acessibilidade, visto que a maioria desses estudantes não possuem sequer o básico para acompanhar as aulas online: internet (de qualidade), computador ou dispositivo móvel e material didático.

Consequentemente, muitos foram os alunos que deixaram de estudar ou repetiram de ano escolar. Além do mais, o prejuízo nos estudos pode ter seu reflexo negativo durante essa jornada dos vestibulares, o que somente acentua ainda mais a discrepância entre o número de alunos de escolas privadas e o número de alunos de escolas públicas aceitos nas melhores universidades públicas do país, tais como USP, Unicamp, Unesp, UFRJ, UFMG, UFRGS, dentre muitas outras.


Como os estudantes de baixa renda tentam estudar durante a pandemia.


Vendo que os prejuízos estão sendo cada vez mais agravados, alguns lugares do Brasil, como o estado de São Paulo, adotarão medidas para o retorno das aulas presenciais no início de fevereiro, sendo que o percentil de ocupação das salas de aula serão dadas em função da fase da pandemia em que cada município estiver.

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