O efeito “Passar a boiada” e suas consequências

Há alguns meses atrás, como deve estar bem lembrado na memória do leitor, o ex-ministro do Ministério do Meio Ambiente Ricardo Salles disse, em reunião com outros ministros, que o atual momento de pandemia deveria ser usado, a seu ver, para “passar a boiada” no meio ambiente. Em outras palavras, o que ele quis dizer é que ele pouco se importava com o estado de desmatamento e destruição das florestas brasileiras, com destaque para a Amazônia e o Pantanal.

Com efeito, sua ‘política’ foi marcada pelo descaso absurdo com a situação em que os biomas brasileiros se encontravam durante sua gestão, a tal ponto que chegou a ser acusado de facilitar a exportação de madeira ilegal advinda do desmatamento da Amazônia. Além disso, diversos recordes da Série Histórica de Desmatamentos da Amazônia foram batidos durante seu período como ministro. Sem se dar à ‘fadiga’ de criar um plano que tentasse conter a situação, não procurou por culpados, mas somente implantou medidas para diminuir a fiscalização contra desmatamentos.

Após sua tardia saída do Ministério, Ricardo Salles somente deixou o rastro de sua incapacidade e indiferença em administrar o meio ambiente.

Prova concreta disso é o crescimento registrado pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) em 51% do desmatamento na Amazônia durante o período de agosto de 2020 a junho de 2021, se comparado ao período anterior. Foi o maior registro em dez anos, tendo sido mais de 8381 km² de áreas destruídas somente nesse intervalo, o qual cobre, justamente, grande parte do período de gestão de Salles.



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