Causas e consequências da falta de água recente no Brasil

Desde poucas semanas, algumas regiões brasileiras, com destaque para o Sudeste, estão sofrendo com baixos índices de chuva, e a população já está vendo os impactos que isso pode causar. Mas qual é a causa disso? Essa escassez de pluviosidade está relacionada a diversos fatores, mas dois deles são os mais impactantes: os desmatamentos na Amazônia e a La Ninã.


Crescendo de forma alarmante há anos, os desmatamentos na Amazônia estão causando diversos prejuízos à fauna e à flora, mas também para um importante fator abiótico, sem o qual não poderíamos viver - a água. Isso ocorre por conta de que a floresta amazônica, devido à sua grande biomassa vegetal de grande porte e aos seus extensos rios, contribui para a ocorrência de chuvas nas regiões mais ao sul do Brasil por meio de seus "rios voadores", os quais são grandes massas de água advindas do processo de evapotranspiração e que são transportadas pela atmosfera. Logo, ao passo que as queimadas e os cortes de árvores avançam, essa grande quantidade de água fica cada vez menor, pois há menos árvores para transpirar.


Fonte: EcoJus

Fonte: Reprodução Doc Rios Voadores

Além disso, o fenômeno meteorológico La Ninã também prejudica essa situação. Isso porque, ao diminuir a temperatura média das águas do Oceano Pacífico, ela diminui a quantidade de chuvas nas regões Sudeste, Sul e parte do Centro-Oeste.


Como consequência, a vida nas regiões na metade Sul do Brasil é afetada de diversas formas. Por um lado, vemos a diminuição da umidade do ar, o que favorece a ocorrência de mais queimadas, o que vem ocorrendo com intensidade no Estado de São Paulo, por exemplo. Por outro lado, o consumidor de energia elétrica começa a sentir o peso disso no bolso, tendo em vista que á água disponível para as hidrelétricas (principais expoentes da matriz de energia elétrica brasileira) diminui, o que faz com que as usinas termoelétricas sejam acionadas, aumentando o preço do KWh e lançando mais poluentes ao ar. Nessa semana mesmo, o preço cobrado por cada 100 KWh de energia elétrica usado em residências teve um aumento de quase 50%, custando agora mais de R$14,00.



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