As queimadas no Pantanal

Destruição da vegetação pantanense


Brigadistas e bombeiros encerraram seus esforços para combater os incêndios no Pantanal após um mês de intensa devastação de fauna e flora.

Infelizmente, as queimadas são muito recorrentes, principalmente nas regiões Norte e Centro-Oeste do Brasil. Entretanto, aproximadamente na segunda metade do mês de setembro, a região pantanense começou a sofrer de uma queimada de grandes proporções, capaz de destruir áreas equivalentes à milhares de campos de futebol.

Segundo o governo do Mato Grosso, investigações estão sendo feitas para descobrir a possível causa do incêndio, a qual tem grande possibilidade de ser a ação humana, prática que é recorrente, infelizmente. Isso alerta para a necessidade de intervenção do governo para solucionar esses problemas e impedir tal ilegalidade.

Acumulando o total de áreas que já foram destruídas desde janeiro de 2020 até hoje, dia 25 de setembro, temos a alarmante marca de mais de 4 milhões de hectares de área perdida, algo próximo a 28% da área do Pantanal. Com esses números, podemos ter uma noção de quanta vegetação foi queimada e de quantos animais foram mortos nesse triste episódio.

Uma ocorrência que ficou conhecida foi a de uma onça-pintada, do Mato Grosso, apelidada de Ousado. Suas patas sofreram graves queimaduras e impossibilitaram o animal de andar por um certo tempo. Passado mais de um mês de tratamento, Ousado foi devolvido à natureza semana passada, dia 20 de outubro.

Onça-pintada Ousado em tratamento às queimaduras sofridas nas patas

Tendo sido uma consequência da ação humana ou não, cabe aos órgãos de proteção ambiental tomarem medidas concretas que viabilizem a preservação desse espaço e de todos seres vivos que nele habitam, pois, caso contrário, continuaremos perdendo uma área importante de nossa natureza.


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